21 de julho de 2008

O Cinzel e a Paleta




"Podemos ser curvas no trajeto
Breves traços no azul
O cinzel e a paleta
Num rasgo de imaginação


Podemos ser fagulhas treluzindo
No balé do lusco-fusco
Transcender espaço e tempo
Na intensidade do momento


Almejar ser pontos unos
Quando somos paralelas
É como colher uma flor
Pra preservar-lhe o odor


Podemos desprezar toda a moral
E fluir na nudez das emoções
Sem ousar conceber a pureza
Nem tampouco parir o pecado


Podemos ser o aqui e agora
E o amanhã que importa?
Se já somos o espaço
E o infinito nos basta"
;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;.;
Antes que alguém faça tal observação, a desincompatibilização aparente implícita no título desta minha poesia foi feita propositalmente.

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