12 de outubro de 2007

Veleiros























Manhãs que são veleiros
No meu peito a fundear
Enfunam impantes as velas
E partem à sina no mar


Manhãs que são viúvas
No cais vazio a prantear
Por amores que partiram
Sem promessas de voltar


Manhãs do vago infinito
São gaivotas que volteiam
E vêm-me à alma grasnar


E este coração marinheiro
Em quantas e quais amuradas
Ainda se irá debruçar?

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* A poesia "Veleiros" foi iniciada por mim aos 18 anos e concluída muitos anos depois, já na idade adulta.

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