2 de Junho de 2009

The Church - "Untitled # 23"















The Church - "Untitled # 23"
The Church é uma das grandes bandas de rock de todos os tempos! Ponto.
Posto isso, e sem margem a qualquer tipo de dúvida ou polêmica, resta esclarecer aos que ainda não conhecem essa banda de Canberra na Austrália, na estrada desde 1980, que eles já têm mais de 20 trabalhos lançados comercialmente, sendo que alguns deles, como “Heyday”, “Starfish” – que inclui a sensacional “Under the milky way”, o único hit verdadeiramente planetário do The Church -, “Gold afternoon fix”, “Priest=Aura” e “ After everything now this” merecem figurar sem favor na galeria dos grandes álbuns da história do rock; após várias formações, sobretudo no decorrer da década de 90, eles retornaram agora com os três fundadores originais da banda, o genial líder Steve Kilbey, no baixo e vocais, Marty Wilson-Piper e Peter Koppes nas guitarras, mais o baterista Tim Powles e retornam à cena (da qual aliás nunca estiveram afastados), antecipando o tour que farão por todo o território americano agora em junho/julho (morda-se de inveja!...) , simplesmente com um dos melhores trabalhos de sua já extensa e primorosa discografia: o álbum “Untitled # 23”.
Mantendo e aperfeiçoando ao máximo as características únicas que os diferenciam de qualquer outra banda de rock e que têm como destaque o vocal sedutor e personalissimo de Steve Kilbey e as interposições altamente complexas de guitarras em verdadeiras “jam sessions” que nos conduzem a extasiantes viagens oníricas, o The Church desfila 10 verdadeiras obras-primas, desde a abertura com “Cobalt Blue” ao encerramento com a tocante balada “Operetta”; difícil avaliar qual o destaque num repertório que inclui “Happenstance”, “Pangaea” e “Anchorage”, três verdadeiros petardos musicais que irão fazer a cabeça dos incontáveis fãs do grupo, mas, se me fosse dado escolher, ficaria com “On angel street”, um verdadeiro “film noir” musical de Kilbey no qual ele disseca o fim de um relacionamento amoroso. É disco para deliciar os novos fãs do The Church, porque os antigos, esses certamente já compraram, piratearam, viajaram para a Austrália..... enfim, fizeram qualquer coisa, mas certamente já conferiram há muito tempo este novo e mesmerizante lançamento de uma das grandes bandas de rock do mundo!




Links para o Grupo

www.thechurchband.com/

www.lastfm.com.br/music/The+Church


Discografia Básica



Untitled # 23 (2009)


Veja aqui o video de "Under the milky way" com The Church (Watch here...)




Ouça aqui "On angel street" com The church (Listen here....)


Outros Lançamentos (Other Hot New Releases)












Sonic Youth - "The eternal" (Indie)










The Sleepover Disaster - "Hover" (indie)










Wilco - "Wilco - The Album" (Indie/Alt Country)















Telefon Tel Aviv - "Immolate Yourself" (Indie/electronic)











St. Vincent - "Actor" (Pop)









Conor Oberst - "Outer South" (Indie/Folk)









Passion Pit - "Manners" (Indie)













Adam Franklin - "Spent Bullets" (Indie)











Camera Obscura - "My maudlin career" (Indie)

Parada Musical Maio 2009 (Top 10 May 2009)

01. "Massage the history" - Sonic Youth
http://www.4shared.com/file/109472373/1b0de29/12_Massage_The_History.html

02. "Happenstance" - The Church
http://www.4shared.com/file/109474065/d6e5abd8/04_happenstance.html

03. "Dark star" - The Sleepover Disaster
http://www.4shared.com/file/109482698/8c7a7f15/04-the_sleepover_disaster-dark_star.html

04. "Champs" - Adam Franklin
http://www.4shared.com/file/109496876/4dddec71/08_Champs.html

05. "My maudlin career" - Camera Obscura
http://www.4shared.com/file/109501567/7082f798/08-camera_obscura-my_maudlin_career.html

06. "To all the lights in the window" - Conor Oberst
07. "Dull to pause" - Junior Boys
08. "The reeling" - Passion Pit
09. "I want you to know" - Dinosaur Jr.
10. "Snakes" - Great Northern

28 de Maio de 2009

A Trilha do Momento





MELODY GARDOT : "My one & only thrill"




Confesso que há muito tempo um disco de jazz "easy listening" não me seduzia tanto quanto o segundo trabalho dessa americana de 23 anos da Filadélfia, muito apropriadamente chamado "My one and only thrill"....Wow...wow...wow : podes crer que o será por muito tempo!...
Mesmo após um excelente debut com o álbum "Worrisome heart" do ano passado, de tintas acentuadamente blueseiras, não há como não se emocionar com a espetacular coleção de "torch songs" que desfilam no novo trabalho sob a luxuosissima regência e produção de Larry Klein (não por acaso o mesmo por trás dos trabalhos da maravilhosa Madeleine Peyroux!) !) e sempre com a voz belissima e cheia de alma de Melody, que evoca em alguns momentos as divas Julie London e Peggy Lee; na verdade, TODAS as músicas são destaques absolutos, ainda mais tendo em conta que à exceção da versão bossa-novista de "Over the Rainbow", já no encerramento do disco, todas as demais composições são de autoria própria. Um disco IMPERDÍVEL para os amantes da música de bom gosto e com o máximo de qualidade... corra para a loja de discos mais próxima (em Manaus, o disco obviamente já está disponível nas lojas Bemol: alguém duvida que meus antenados amigos Salomão e Waldir iriam bobear numa dessas?) e deixe a emoção fluir irrefreável com esse lançamento ímpar de Melody Gardot, um nome que certamente ainda dará muito o que falar...


Ouça aqui "Lover Undercover" com Melody Gardot (Listen Here...)

30 de Abril de 2009

Robyn Hitchcock - "Goodnight Oslo"












Robyn Hitchcock - "Goodnight Oslo"

O inglês Robyn Hitchcock nunca teve a fama de “chapas” de extração similar como Tom Waits ou Elvis Costello, mas, convenhamos, segundo a Rolling Stone americana, o novo trabalho dele “Goodnight Oslo” é tão ou mais consistente do que os mais recentes trabalhos de Waits e Costello!
Na estrada desde os inícios da década de 80 e já com mais de 15 trabalhos lançados, quase todos com excelente aprovação crítica, embora reduzido reconhecimento público, Robyn sempre foi um vocalista (e eventualmente pianista) e guitarrista “cult” com uma tribo de fãs fiel e dedicada; ele aqui juntou um trio de colaboradores do R.E.M., auto-apelidados de Vênus 3 e mantendo a velha abordagem sarcástica e humorada tipicamente britânica convidou Colin Meloy dos Decemberists para eventuais vocais; as 10 faixas do disco passeiam pela psicodelia e por letras absurdas e non-sense que contemplam os temas da moderna neurose primeiro-mundista, sexo, morte e consumo, para formar um belíssimo caleidoscópio Pop extremamente agradável de ser escutado: da lindíssima balada “I’m falling”, ao swing de “Your head here” e passando pelas guitarras distorcidas de “Saturday Groovers” e pelas harmonias do estilo Hollies em “Up to our neck” – feita para o filme de Jonathan Demme, “Rachel getting married” – e em “Intricate Thing”, o disco talvez cumpra finalmente a função de popularizar o trabalho de Robyn por uma gama maior de admiradores. Ele merece!
Links para este artista:




The Boxer rebellion - "Union" (Indie)









Great Lake Swimmers - "Lost channels" (Folk)








Doves - "Kingdom Rust" (Indie/Pop/Rock)











Clem Snide - "Hungry Bird" (Pop)










Bill Callahan - " Sometimes i wish we were an eagle" (Indie Lo-Fi)



Silversun Pickups - "Swoon" (Indie)
The Lucksmiths - "First Frost" (Indie)
Fever Ray - "Fever Ray (Indie/electronic)
The aplleseed Cast - "Sagarmatha" (Indie/Post-Rock/Electronic)
The Thermals - "Now we can see" (Indie)

The Week That Was - "The Week That Was" (Indie)

29 de Abril de 2009

Parada Musical Abril 2009 (Top 10 April 2009)

01. "Palmistry" - Great Lake Swimmers
http://www.4shared.com/file/102590940/6261a833/01-great_lake_swimmers-palmistry.html

02. "I'm falling" - Robyn Hitchcock

03. "Now's the only time i know" - Fever Ray

04. "Good light' - The Lucksmiths

05. "Rococo Zephyr" - Bill Callahan

06. "Kingdom of rust' - Doves

07. "When I died" - The Thermals

08. "The royal we" - Silversun Pickups

09. "The good life" - The Week That Was

10. "Raise the sails" - The Appleseed Cast

7 de Abril de 2009

Reflexões sobre o filme a " Dúvida"


"Os pilares da minha visão filosófica foram Freud e o necrotério" ! ... é com estas palavras que o filósofo, ensaísta e psicanalista pernambucano, doutorado em Filosofia pela USP/Universidade de Paris e pós-doutorado em Epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, Luiz Felipe Pondé, introduz as bases de seu pensamento filosófico! Wow!..........
Tendo no seu currículo o extraordinário ensaio filosófico "O Homem Insuficiente: Comentários de Antropologia Pascaliana" e articulista da Folha de São Paulo nas horas vagas, ele nos propõe uma reflexão perturbadora e no mínimo provocante, mas sempre extremamente lúcida e de uma atualidade candente, ao analisar a trama do espetacular filme "Dúvida"! Veja abaixo o artigo na íntegra por ele escrito e publicado pela Folha nesta segunda-feira, 06/04/2009:

"O filme a "Dúvida", adaptação para a tela do livro que rendeu o prêmio Pulitzer ao dramaturgo John Patrick Shanley, debate uma das questões mais dramáticas da atualidade, a pedofilia. Não se trata, apenas, de um filme sobre os dramas internos a uma igreja católica em processo de modernização em meio ao Concílio Vaticano II. Trata-se sim de um dilacerante debate acerca das rotinas de nosso pensamento moral, que muitas vezes beiram o puro sonambulismo. Os personagens são um padre doce e pra frente, Philip Seymour Hoffman, a diretora e madre superiora antipática e careta, Meryl Streep, um triste aluno negro (estopim da trama), sua mãe e uma jovem freira ingênua. Estamos nos anos 60 -esse mito de revolução que fez das maiores utopias da modernidade um problema de quem transa com quem e quem fuma o que na era de aquários.Os anos 60, que inventaram bobagens como a figura do "jovem" como agente natural do "avanço", estão representados na trama pela tensão entre o padre legal e a freira opressora. Diga-se de passagem, os tipos funcionam: o padre é alguém que inspira esperança e amor pela humanidade, a madre superiora é mesmo alguém que não temos vontade de dar um bom dia no corredor.Tudo começa com as suspeitas da jovem freira de que algo esteja ocorrendo entre o padre legal e o menino negro -primeiro e único negro da escola. Uma série de eventos nos leva a uma cascata de dúvidas.A freira neurótica assume como verdade que o padre mente. Numa armadilha (jogando verde sobre uma suposta transgressão dele na escola anterior de onde saiu "misteriosamente", e colhendo a certeza acerca da vergonha desse "mistério"), a freira dá o xeque-mate, e o padre se demite. Entretanto, não teremos nenhuma prova de que tenha ocorrido algo entre ele e o menino negro.Sim, o padre legal pode ser um pedófilo. Poderia existir amor ali onde existe pedofilia? Perguntas assim apontam para um dos nossos piores pesadelos. As coisas pioram quando a mãe deixa claro para a feia madre superiora que sabe que o filho tem "uma natureza tal", e que se o padre gosta dele e o está ajudando, e se ele (seu filho) se sente bem com isso, que ela não atrapalhe as chances que seu filho negro tem de ter um diploma de uma escola que abrirá portas em seu futuro. Por que não aproveitar um amor útil? Quantas vezes amor e interesse se misturam numa forma de limites invisíveis?Quem combate a pedofilia no filme é aquele tipo de pessoa que os preconceituosos de plantão chamariam "a repressora", e não uma ONG de direitos humanos, esta, provavelmente, contrataria qualquer padre legal para rezar missas com rock and roll. Cabe à louca, à nojenta e mal amada fazer o papel da ética. Difícil esse mundo de adultos, não? Numa das cenas mais bonitas do filme, quando conversa com a jovem freira romântica, o padre amoroso e sincero afirma que o mal da madre superiora é optar pela virtude em detrimento do amor ("kindness", nas palavras do padre). Pergunta ele: não é nossa missão acolher e gerar amor no mundo?A freira feia é incapaz de imaginar que ele ame o menino sem maldade porque ela não ama ninguém. O amor é quase sempre improvável. O excesso de retidão moral nela a torna cega para a beleza improvável. O excesso de amor, por outro lado, nos lançaria num caos de amor? Lennon estava errado? "All you need is love" seria mais um clichê dos anos 60?Sendo ela feia, vê a monstruosidade em toda parte, e por isso a enxerga onde outros são enganados pela beleza imunda, assim como gatos facilmente acham ratos pela própria natureza que possuem -analogia "citada pelo roteirista" numa maravilhosa cena na qual a freira afirma "saber reconhecer" gente como o padre.É claro que o filme não está fazendo uma ode à "pedofilia com amor". Não se apressem almas superficiais, ansiosas por "escândalos de plantão". Voltem ao sono dogmático de suas tumbas. É justamente porque a pedofilia é um pesadelo que o filme é grandioso. Poderá haver, às vezes, um conflito entre o amor e a virtude? Em qual dos dois apostar? Nas palavras da horrorosa madre superiora: "às vezes nos afastamos de Deus (amor) para melhor servi-lo".É porque o padre é sincero em sua vocação para amar que a trama sai do banal. É porque a madre superiora é alguém aparentemente desprovida de amor, mas que realiza o que entendemos como ético no caso, que estamos diante de uma grande obra.Pode o amor ser uma face do mal? Mas, tampouco, seria a face da ética sempre bela?"
(Luiz Felipe Pondé)

Bem, se você acha que esta resenha crítica ainda é insuficiente para levá-lo (a) ao cinema mais próximo, só posso acrescentar que o filme nos traz Meryl Streep e Philip Seymour (2 dos maiores intérpretes da atualidade) , além de um elenco de coadjuvantes extraordinários, num desempenho de cair o queixo, para nos trazer essa trama premiada ! Literalmente de arrepiar, do início ao fim........

28 de Março de 2009

Parada de Março 2009 (Top 10 March 2009)

Aproveite que a Parada deste mês está quase inteiramente lo-fi e sonhe! ame muito! coloque alegria na sua vida ao som da lindissima "Masterswarm" e das outras músicas desta Parada:

01. "Masterswarms" - Andrew Bird
http://www.4shared.com/file/93736668/5c9fc571/andrew_bird_-_noble_beast_-_02_-_masterswarm.html
02. "All we ask" - Grizzly Bear
http://www.4shared.com/file/93743867/4340d9c8/03_All_We_Ask.html
03. "The hazards of love 2" - Decemberists
http://www.4shared.com/file/93741389/9c27fe2b/05_The_Hazards_Of_Love_2__Wager_All_.html
04. "Stayed too long in this place" - Barzin
http://www.4shared.com/file/94150499/16514aa9/07-barzin-stayed_too_long_in_this_place.html
05. "Soft Shock" - Yeah Yeah Yeahs
http://www.4shared.com/file/93774885/e9bad703/03_Soft_Shock.html
06. "Planted a thought" - Arthur Russell
http://www.4shared.com/file/93737669/93249282/20_Planted_A_Thought.html
07. "A fairytale ending" - The Boy Least Likely To
http://www.4shared.com/file/93774025/1d466e31/13_A_Fairytale_Ending.html
08. "We're here to tell you" - Duncan Sheik
http://www.4shared.com/file/93742084/f2659321/_2__02_Were_Here_To_Tell_You.html
09. "Quicksand" - Lotus Plaza
http://www.4shared.com/file/93768660/7a7bb500/02_quicksand.html
10. "We're just the same" - The Cazals
http://www.4shared.com/file/93767609/d9eba74/08-cazals-were_just_the_same.html

Andrew Bird - "Noble Beast"






















Andrew Bird - "Noble Beast"






O americano de Chicago, Andrew Bird, teve uma formação musical inusitada na qual se destaca a maestria no violino (um instrumento não muito priorizado entre os músicos da área) e competência com o mandolim, o glockenspiel e com a guitarra clássica; essas peculiaridades, sempre presentes em todos os seus trabalhos, estão mais do que nunca realçadas no recente “Noble Beast” ajudando a revestir os arranjos de sonoridades extremamente sedutoras!
Quinto trabalho solo de Andrew, na estrada desde 1996, é de longe o mais sereno e melodioso por ele lançado e um prato cheio para os que curtem um pop suave com arranjos luxuosos e sonhadores. Utilizando-se do assobio para pontuar as lindas melodias em pizzicato por ele criadas, o disco já inicia “pra cima” com o single “Oh No” e continua em estilo espetacular na belíssima “Masterswarm” – com certeza a melodia mais brilhante que escutei este ano – introduzida quase acusticamente por voz e violão e depois se transforma numa quase-bossa lindíssima conduzida pelo canto sonhador e dolente do artista e entremeada por solos ondulantes e sensuais de violino e pelo onipresente assobio: um portento!...
Mas existem vários estilos a coexistirem harmoniosamente no disco : flertes com o folk europeu e americano, um quase rock em “Fitz & dizzyspells” e até toques de country em “Effigy” e em “Natural Disaster” e pitadas de eletrônica em “Not a robot, but a ghost” ; todas elas tendo a uni-las apenas as belas melodias e o canto doce, às vezes irônico, às vezes melancólico de Andrew Bird, que fazem deste um dos discos mais prazerosos de se escutar atualmente!
Para os momentos mais serenos e românticos!




Links para este artista














Discografia Básica






Noble Beast (2009, Fat Possum)






Veja aqui o video "Fitz & the dizzyspells" com Andrew Bird (Watch here...)










Outros Lançamentos Indie & Lo-Fi (Other Hot New Indie Lo-Fi Releases)











Barzin - "Notes for an absent lover" (Indie Lo-Fi)

















Lotus Plaza - "The Floodlight Collective" (Indie)














Arthur Russell - "Love is overtaking me" (Pop/Folk)












The Boy Least Likely To - "Law of the playground" (Indie)












Malajube - "Labyrinthes" (French Indie)












Duncan Sheik - "Whisper House" (Pop)
















Yeay Yeah Yeahs - "It's Blitz" (Indie)









The Faunts - "Feel.Love.Thinking.Of" (Indie)














Decemberists - "The Hazards of love" (Indie)









Grizzly Bear - "Veckatimest" (Indie)












23 de Março de 2009

Radiohead - São Paulo 2009










Meninos e meninas, eu vi!.....

A tão ansiosamente aguardada apresentação ao vivo da mais espetacular das bandas indie em atividade, finalmente se materializou para os 30.000 reverentes fanáticos que estiveram presentes na Chácara do Jóquei em Sampa neste domingo de muita garoa.
Precedidos pelo show dos Los Hermanos, especialmente reunidos para este evento, e pela nostálgica e visualmente portentosa apresentação do Kraftwerk (difícil não se emocionar com o sucessivo desfile de "hits" melodiosos e datados dos avozinhos da eletrônica - "Wir fahr'n fahr'n fahr'n auf der Autobahn" - pelo menos para os rarissimos coroas presentes que, como eu, viveram essa época e "viajaram" embalados pelo som robótico do Kraftwerk), os geniais ingleses de Oxford finalmente se materializaram na paulicéia, para profunda emoção deste blogueiro, fã de carteirinha confesso, e delírio dos demais fãs que urravam em uníssono: "finalmente"!
É!... já não era sem tempo mesmo! E o Radiohead aparentemente entendeu o recado e se redimiu do imenso limbo a que vinha condenando seus fãs "brasucas", presenteando-nos com um show memorável, com direito inclusive à inclusão de "hits" não previstos no set list do México, como "Creep" - já no encerramento da apresentação deles - e "Karma Police", entoados em uníssono pela galera presente. Não que realmente houvesse necessidade de tal apelo...muito pelo contrário! A inconteste genialidade do grupo ficou até mais do que provada, sobretudo nas músicas menos conhecidas, onde se pôde perceber inequivocamente o perfecionismo e a inspiração superlativa em TODAS - ABSOLUTAMENTE TODAS - as músicas assinadas pela banda, pelos arranjos sofisticados e pelas texturas complexas com influências assumidas de jazz, eletrônica e até eruditas (o compositor polonês contemporâneo Krzysztof Penderecki é citado pelos membros do grupo como uma das fontes de inspiração)!
Diferentemente de muitas outras bandas do mesmo quilate, o Radiohead não se utiliza de recursos mercadológicos apelativos ou jogos de cena para cativar a platéia - até a sofisticada e futurística tecnologia visual do "show" está ali para elegantemente render pleitos ao convidado de honra : a música! E que música!....Revolucionários! Paranóicos! Futuristas! Elitistas! Vanguardistas! todos são epítetos que cabem na conceituação do grupo; principalmente após o lançamento de "Kid A" de 2000 e "Amnesiac" (ou "Kid B" segundo alguns críticos mal humorados....) de 2001, que marcaram uma guinada radical na trajetória do grupo, criticada até por alguns fãs mais puristas, o grupo transcedeu as fronteiras do tradicional e se colocou "one step beyond" no cenário das grandes bandas de rock atual!
Até os deuses e potestades pareceram querer reverenciar a musicalidade de outras esferas trazida pela banda, transformando as nuvens e a garoa de domingo numa noite estrelada e contemplativa , que homenageavam também a excelência e dignidade dos músicos presentes naquele palco excepcional. Já o público, esse comportou-se inteiramente à altura do que tal espetáculo fazia jus: emocionados, silenciosos e reverentes, entoando baixinho e em coro as músicas mais conhecidas; atrás de mim uma dupla de "marmanjos" simplesmente cantou TODAS - não apenas coro e refrão - as letras das músicas apresentadas...coisas que no Brasil possivelmente só poderiam ser vistas em Sampa mesmo!
Difícil achar destaques num show que só teve superlativos do início ao fim, mas me emocionaram as leituras de "All I need", da frenética e dissonante "Idioteque" e, sobretudo, da linda e sobrenatural "Weird Fishes/Arpeggi"...de arrepiar!
Um "show" que certamente deve estar entre os mais sublimes a serem presenciados na cena musical de hoje e que ficará eternamente guardado na minha galeria dos "inesquecíveis"!

Paulo Monteiro

21 de Março de 2009

Is This Jazz? E isso importa?

Você acredita que tem um grupo de Jazz que mistura Igor Stravinsky com Nirvana, Bee Gees, Pink Floyd e Joni Mitchell, entre vários outros??????? Pois é...tem sim: o Bad Plus, que, no seu quinto disco "For all I care", e pela primeira vez acrescido pelos vocais doces de Wendy Lewis, protagonizou toda essa mistureba...e não é que funciona?????? risos risos....os jazzistas mais puristas torcem o nariz e preferem os 4 discos anteriores do Bad Plus....por via das dúvidas fique com todos!



Confira uma amostra desse resultado relembrando o Yes e clique no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/93745822/722db79f/05_-_Long_Distance_Runaround.html












Tenho uma certa renitência em catalogar imediatamente como "diva" a nova safra de cantoras de jazz, até por respeito à longa e mais do que respeitada história trilhada pelas grandes divas do passado (isso pra nem falar nas 5 grandes - Billie, Ella, Sarah, Dinah e Carmen-, cujo patamar no meu entender é inatingível para qualquer simples mortal)! Mas se há uma cantora de jazz (na verdade eu diria que mais de blues e até de pop, mas deixa esses detalhes pra lá) que me quebra totalmente a resistência, essa é a americana Madeleine Peyroux; em seu terceiro trabalho, "Bare Bones", ela nos seduz mais uma vez com a voz que lembra a grande Billie e apresenta um trabalho, como sempre, de inexcedível bom gosto, mas com um pequeno e fundamental detalhe: todas as músicas são de sua co-autoria! Gatissima e poderosa.....!






13 de Março de 2009

6 Intérpretes/Músicas Imortais







David Sylvian & Ryuichi Sakamoto - "Forbidden colours"
Praticamente uma marca registrada minha, o tema do filme "Merry Cristhmas Mr. Lawrence" é talvez a energia mais perfeita em forma de música que pude escutar!
The Montgolfier Brothers - "Between two points"
Formal, austera e dramática e o vocal sussurado de Roger Quigley neste emocionante mantra da alma !


Neil Young - "Cortez the killer"

Escutei o gênio canadense tocando esse hino totalmente em prantos em noite estrelada e a brisa iluminando o céu de Jacarepaguá (RJ).... momentos pra ficar eternamente na memória....




Led Zeppelin - "Kashmir"
O maior grupo da história do rock aterrisou e incendiou o Pacaembu, num show pra acender chamas no coração de qualquer roqueiro!



Nick Drake - "River Man"
O gênio da melancolia e das belas melodias nos deixou precocemente, mas seu legado é eterno!


Radiohead - "The Tourist"
Só um aperitivo para os fãs ardorosos da genialidade absoluta de Thom Yorke, Jonny Greenwood & Cia que, como eu, contam as horas para assisti-los em terras tupiniquins! Eles estão chegando!
Paulo Monteiro

9 de Março de 2009

Pensamento Aborígene Australiano


"Todos estamos de visita neste momento e lugar! Só estamos de passagem...
Viemos observar, aprender, crescer, amar e voltar para casa....!"

7 de Março de 2009

Slumdog Millionaire


Poucos duvidam que a recente premiação do Oscar para o filme "bollywood" de Danny Boyle tenha um caráter essencialmente político, apesar dos seus indiscutíveis méritos técnicos; o que é inegável é a sensacional e pulsante trilha do compositor indiano A. R. Rahman, um superstar no sub-continente indiano, com mais de 100 milhões de discos vendidos, que carrega metade do filme nas costas. Iniciando com a belissima e urbana "O...Saya", com a participação de M.I.A. nos vocais, até ao fecho, já nos créditos finais, com a galvanizante ode à alegria de "Jay Ho", esta é sem dúvida a trilha sonora do ano!
Ouça aqui "Jay Ho" (Listen here...)

27 de Fevereiro de 2009

The Pains of Being Pure at Heart








The Pains of Being Pure At Heart
“As dores de carregar um coração puro”.... Taí! Esses merecem de longe o prêmio de nome mais inventivo e sonhador da última década....!
E, de fato, a música deles faz jus a tanto romantismo; dificilmente um grupo consegue atrair a aprovação unânime de público e crítica logo no seu primeiro trabalho, mas este quarteto nova-iorquino que, como as Vivian Girls, despontou este ano como parte de uma nova geração de noise-pop (ou sob o péssimo rótulo nugazers – novos shoegazers) conseguiu atrair os holofotes e o aplauso pela competência de seu primeiro trabalho, recém-lançado, que já está na lista de melhores lançamentos da crítica especializada.
Privilegiando o tão adorado “shoegazer” e sem tirar nem pôr ingredientes estranhos à receita testada e aprovada no final dos anos 80, o grupo soma melodias pop, guitarras distorcidas, barulho, vocais menino/menina e letras sobre amores que machucam, medos do início da vida adulta e suicídio.
O disco inteiro é uma sucessão de belas melodias, do melhor “dream pop” e “riffs” de guitarra poderosos e tem como destaques as faixas “Young adult friction”, “Stay alive” , “Everything with you” e “This love is fucking right”; não é certamente um disco que vá modificar a face do mundo (mas quem precisa disso a toda a hora?) e nem tem a pretensão de revolucionar a cena musical Indie, mas certamente trará momentos de puro deleite a quem quiser escutá-los.


Links para este grupo

www.thepainsofbeingpureatheart.com

www.myspace.com/thepainsofbeingpureatheart


Ouça aqui o vídeo de “Everything with you” com The Pains of Being Pure At Heart
Outros Lançamentos Indie (Other Indie Hot Releases)





Beirut - "March of the Zapotec" (Indie/World/Avant-Garde)








M. Ward - "Hold Time" (Indie/Folk)









Starsailor - "All the plans" (Rock/Pop)









Animal Collective - "Merriweather Post Pavillion" (Indie/Electronic)






U2 - "No line on the horizon" (Rock/Pop)








Dan Auerbach - "Keep it hid" (Indie/Alt Country)











The Gaslight Anthem - "The 59 sound" (Indie)








Morrissey - "Years of Refusal" (Rock/Pop)











Wavves - "WAvvves" (Indie)

26 de Fevereiro de 2009

Parada do Mês de Fevereiro (Hot Ten February 2009)

Clique nos links abaixo das músicas para escutá-las

01. "Stay Alive" - The pains of being pure at heart
http://www.4shared.com/file/89115092/e9a90c51/the_pains_of_being_pure_at_heart_-_06_stay_alive.html


02. "FEZ-Being Born" - U2
http://www.4shared.com/file/89577293/23f29794/08_FEZ-Being_Born.html


03. "My wife lost in the wild" - Beirut
http://www.4shared.com/file/89581234/e04222b0/_2__2-02_My_Wife_Lost_in_the_Wild.html


04. "Blood Bank" - Bon Iver

http://www.4shared.com/file/89586307/ce737247/01_blood_bank.html


05. "The 59 Sound" - The Gaslight Anthem


06. "My last mistake" - Dan Auerbach


07. "Vermin" - Wavves


08. "Epistemology" - M. Ward


09. "Something is squeezing my skull" - Morrissey


10. "Crooked heart" - Fucked Up

31 de Janeiro de 2009

Parada Musical Janeiro 2009 (Top 10January 2009)

2009 começa em grande com uma Parada que está "pegando fogo" :

Indie Rock

01. "Today`s Lesson" - Nick Cave & The Bad Seeds
http://www.4shared.com/file/83228374/b21b55e/02_-_nick_cave__the_bad_seeds_-_todays_lesson.html
02. "To lose my life" - White Lies
03. "We are the people" - Empire of The Sun
04. "Ulysses" - Franz Ferdinand
05. "The heartbreak rides" - A. C. Newman
06. "Sex & Gasoline" - Rodney Crowell
07. "Cat & the eye" - Van She
08. "Mad dogs & englishmen" - Late of the Pier
09. "Hideaway" - The Mystery Jets
10. "The beautiful axe" - Woven Hand


Indie Lo-Fi

01. "One dove" - Antony & The Johnsons (ouça aqui e veja abaixo as letras da música)
http://www.4shared.com/file/82776491/3e02189e/03_-_One_Dove.html
02. "Slow Mystery" - Tim Finn
http://www.4shared.com/file/83377836/d6c9b214/04_Slow_mystery.html
03. "Steel on steel" - J. Tillman
04. "Jesus of the moon" - Nick Cave & The Bad Seeds
05. "Quite Free" - Travis
06. "Love has had its way" - Absentee
07. "Two magpies" - Youth, Paul McCartney & The Fireman
08. "With Strangers" - Little Joy
09. "Here before"' - Headless Heroes
10. "Everglade" - Antony & The Johnsons


"One Dove" Lyrics

One dove you're the one i've been waiting for
Through the darkfall, the nightmares, the lonely nights

I was born a curling fox in a hole
Hiding from danger, scared to be alone

One dove to bring me some peace
In starlight you came from the other side to offer me mercy

One dove i`m the one you`ve been waiting for
From your skin i am born again, i wasn`t born yesterday

You were old and hurt i was longing to be free
I see things you were too tired that you were too scared to see

One dove to bring me some peace
In starlight you came from the other side to offer me mercy

Antony & The Johnsons - "The Crying Light"















Antony & The Johnsons - "The Crying Light"

Não existe na cena musical atual quem explore e divulgue com tanta profundidade e competência a tradição de androginia musical - que em outras épocas já foi trilhada por personagens históricos da música rock/pop, como David Bowie e Marc Bolan, ícones do “glam rock”, ou Lou Reed, entre muitos outros – como o inglês de West Sussex que atende pelo nome de Antony Hegarty. Talvez só possa encontrar algum paralelo, atualmente, nas performances de “cabaret” do talentosíssimo Rufus Wainwright...mas aí o papo é outro!


















Desde a adolescência radicado nos EUA, Antony não tardou a apaixonar-se pelo Synth Pop britânico, representado na época especialmente por Boy George (com quem dividiu a faixa “You are my sister”do seu disco de 2005) e por Marc Almond; em Manhattan, para onde se mudou com o intuito de terminar o curso de Teatro Experimental na Universidade de Nova York, assistiu ao documentário Mondo New York sobre performers e a cena cabaret da cidade. Essa efervescente cena gay foi importante para a formação artística dos discos de Antony. Lá formou um coletivo de performances chamado Blacklips Performance Cult e teve como parceira a música e artista performática Johanna Constantine além de outras figuras como punks, drag queens e travestis. O coletivo ficou junto até ao ano de 1996, quando começou a se apresentar com o nome artístico de Antony & The Johnsons.
Com o lançamento de seu primeiro disco homônimo em 2000, Antony começou a chamar a atenção de pessoas que outrora foram seus ídolos. Convidado por Lou Reed para regravar um de seus clássicos, “Perfect Day”, o ex-vocalista do Velvet Underground se tornou parceiro no segundo disco, I Am A Bird Now (2005). A capa traz a travesti Candy Darling numa cama de hospital, pouco antes de morrer, para quem Reed escreveu a música “Candy Says”. Com inúmeros elogios da crítica e descrito como uma mistura intoxicante de Nina Simone, Boy George e “Little” Jimmy Scott, o disco revelou o talento de Antony para o mundo pop.



















Um talento que se confirma e se expande agora com o lançamento de “The Crying Light”; auxiliado pelos arranjos sinfônicos do genial compositor “avant-garde”/clássico Nico Muhly, o disco explora a voz poderosa de Antony e suas “performances” andróginas e bizarras, mas sempre elegantes, em composições quase operísticas, densas e muitas vezes trágicas e nos paroxismos da sensibilidade exacerbada; do hit “Another World” , passando pela quase pop “Kiss my name” e pela emocionadissima viagem da alma de “One Dove” até ao clímax sinfônico de “Everglade”, é um desfile ininterrupto de baladas e imagens líricas de partir o coração que transformam a militância de uma minoria – a dos transexuais, gays e lésbicas – em arte viva a serviço do respeito pelo diferencial.
Um artista único em momento singular para as horas de sensibilidade mais aflorada....












Links para este Artista







http://musica.terra.com.br/timfestival2007/interna/0,,OI1781716-EI10160,00.html

Veja aqui o Vídeo de “Hope There`s Someone” com Antony & The Johnsons :






Ouça Aqui "Everglade" com Antony & The Johnsons









Discografia Básica


“Antony & The Johnsons” (2000)

“I am a bird now” (2005)

“The Crying Light” (2009)


Outros Lançamentos Indie Lo-Fi Janeiro 2009


(Other Indie Lo-Fi Hot Releases)









Franz Ferdinand - "Tonight : Franz Ferdinand" (Indie)










Nick Cave & The Bad Seed - "Dig Lazarus Dig" (Indie)








J. Tillman - "Vacilando Territory Blues" (Folk/Lo-Fi)









Travis - "Ode to J. Smith" (Rock/Pop)







Van She - "V" (Indie)








Rodney Crowell - "Sex & Gasoline" (Alt Country)






Youth, Paul McCartney & The Fireman "- "Electric Arguments" (Rock/Pop)







Tim Finn - "The Conversation" (Folk)










White Lies - "White Lies" (Indie)






27 de Dezembro de 2008

Os melhores CD's Indie de 2008 (Best Indie CD's of 2008)

A lista anual dos melhores Cd’s de 2008 , como qualquer outra lista de melhores, reflete apenas uma escolha bastante pessoal e, portanto, sujeita a críticas e controvérsias; procurei apenas selecionar lançamentos na área Indie (Rock e Lo-Fi) e a ordem em que cada disco é citada é absolutamente aleatória...faça também a sua própria lista.




Rock Indie


Álbum do Ano



Frightened Rabbit - "The Midnight Organ Fight"
"O som deles parece uma mistura híbrida da sonoridade dos The Who e do Jesus & The Mary Chain, sempre energético e pulsante, embora com letras quase sempre sombrias ou melancólicas"
Absentee - "Victory Shorts"
Snow Patrol - "A hundred million suns"
The Gutter Twins - "Saturnalia"
The Verve - "Forth"
Tears Run Rings - "Always, sometimes, seldom, never"
Cut Copy - "In Ghost Colors"
For Against - "Shade side, sunny side"
Wolf Parade - "At Mount Zoomer"
Sloan - "Parallel Play"
The Hold Steady - "Stay Positive"
Indie Lo-Fi
Álbum do Ano
Mercury Rev - "Snowflake Midnight"
"Mais experimentais e camerísticos do que nunca, o Mercury Rev libera um trabalho que embora possa ser conceituado como avant-garde e semi-erudito, é sempre atmosférico e cheio de bliss etéreo e melódico que irá agradar inteiramente aos fãs do grupo e certamente arrebanhará incontáveis novos admiradores a quem apreciar a linha adulta e elaboradissima, por vezes jazzística, por vezes progressiva e até ambiental do grupo"
Shearwater - "Hook"
Cat Power - "Jukebox"
Sun Kil Moon - "April"
Willard Grant Conspiracy - "Pilgrim Road"
Death Cab For Cutie - "Narrow Stairs"
Okkervil River - "The Stand Ins"
Neil Halstead - "Oh! Mighty Engine"
Tindersticks - "The Hungry Saw"
Pacific UV - "Longplay 2"
Secret Shine - "All of the stars"

16 de Dezembro de 2008

As 5 cenas mais impactantes do cinema ( 5 stunning movie scenes)


"O Piano" : A cena da protagonista pairando estática no silêncio do oceano, com o tornozelo amarrado ao piano que submerge é a representação mais perfeita que poderia achar para mim próprio numa cena de filme.




"Apocalypse Now" : O raid dos helicópteros despejando napalm sobre a costa vietnamita, enquanto o militar surfa enlouquecido ao som da Cavalgada das Valquírias é a mais galvanizante que o cinema jamais criou.




"Blade Runner" : O épico discurso final do andróide loiro, antes de morrer em cima dos telhados de uma L.A. futurística de chuva ácida e muita trash food, com a trilha grandiloqüente de Vangelis ao fundo, deixa-me absolutamente embargado até hoje.

"2001 : Uma Odisséia no Espaço" : A cena do macaco que descobre a utilidade letal de um osso, que posteriormente se transforma numa nave espacial, ao som de Strauss, é talvez a cena mais genial que o cinema já criou.

"Casablanca" : A entrada inicial em cena da personagem de Ingrid Bergman, abrindo a porta para ingressar no Rick's Bar ilumina o filme e a todos nós, neste clássico dos clássicos de todos os públicos.

15 de Dezembro de 2008

Outros Lançamentos Outubro/Novembro 2008 (Other Non-Indie Hot Release Oct/Nov 2008)









The Postmarks - "By the numbers" (Pop/DJ)









Ouça aqui a faixa "You only live twice" (aquela Do James bond, mesmo) com The Postmarks












Michael Feinstein - "The sinatra Project" (Vocal Jazz)












Jazzanova - "Of all the things" (Lounge/Electronica)









Juana Molina - "Un Dia" (Latin Indie Rock)








Santogold - "Santogold" (Dance/Elctronic)










Jazmine Sullivan - "Fearless" (R&B)









John Pizzarelli - "With a song in my heart" (Jazz)












Pete Murray - "Summer at Eureka" (Pop)







The Matthew Herbert Big Band - "There's me and there's you" (Nu Jazz)






 
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